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Rei da Estrada Page 34 OPINIÃO OSNI ROMAN* Foto: W agner Menezes O DIFERENCIAL HUMANO “T ODOS OS SETORES da economia têm dificuldades e o setor de transporte de cargas não é diferen- te. Os desafios diários são enormes, seja quando se fala em infraestrutura, preços dos combustíveis, idade da frota, fretes degradados, entre outros. Perante essas situações o transportador pouco pode fazer. Porém, um tema que precisa ser lembrado e também é um grande dificultador para a atividade de transporte e logística são as pessoas. Ousaria até mesmo a afirmar que este é o maior problema deste segmento. Ao mesmo tempo, se é o maior problema, também pode ser a maior oportunidade, pois se a empresa conseguir fazer o melhor trabalho neste sentido, terá uma vantagem competitiva sobre seus concorrentes que, com certeza, têm o mesmo problema. Escutamos muitos falarem que têm veículos parados por falta de motoristas. Além disso, uma grande parte dos profissionais que estão atuando na empresa têm um desempenho que deixa muito a desejar. É possível perceber que na atuação, no dia a dia, se dá mais importância aos problemas financeiros, de negociação dos fretes, das compras, etc. Não se dá a devida importância e atenção a um tema que é o mais relevante para que a empresa possa gerar mais resultado, ou melhor, gerar algum resultado, já que as margens, quando existem, são muito pequenas. E aí está uma das respostas para (*) Osni Roman é diretor-superintendente da Fabet – Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte quem busca resultados: a diferença pode ser buscada através de uma gestão mais efetiva sobre as pessoas, o motor principal dos negócios de uma 34 SCANIA REI DA ESTRADA • No 3/2010 companhia. Em especial a uma classe que faz toda diferença no caso das empresas de transporte: os motoristas. É preciso investir nessas pessoas e na gestão delas, dedicar energia e atenção nesse desafio. Vale a pena mencionar o trabalho que a FABET vem desenvolvendo há mais de 13 anos, atuando no treinamento, com formação e qualificação do profissional do transporte, do gestor do caminhão, que muitas vezes é esquecido. As empresas do segmento de transportes que adotam esse tipo de postura, investindo na capacitação de seus colaboradores, visualizam resultados animadores, principalmente no quesito redução de custos. As companhias que investem em seus profissionais conseguem uma melhora na performance do consumo de combustível na ordem de até 15%, quando não mais, um aumento na vida útil dos pneus e redução em manutenção na ordem de 10% e em média conseguem 50% em redução de acidentes. Esse último item, além de diminuir os custos, nos faz atentar para uma parcial solução para uma preocupação de toda a sociedade. Estamos falando da redução de acidentes e consequentemente da promoção de vidas, seja dos motoristas ou dos demais usuários das rodovias. Apostar na qualificação dos moto- ristas reflete positivamente não só no bolso do transportador, mas também na visão que este profissional treinado terá da empresa e da postura que adotará perante a sociedade. Uma empresa com profissionais do volante devidamente capacitados, além de desenvolver uma imagem de excelência da companhia e melhorar a qualidade dos serviços prestados. www.scania.com.br
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